|
Marataízes
partilha sua origem
histórica com o
município de
Itapemirim, cujo
povoamento se
iniciou em 1539,
quando Pedro da
Silveira estabeleceu
fazenda perto da foz
do Rio Itapemirim.
Em 1700 chegavam da
Bahia, Domingos
Freitas Bueno
Caxangá, Pedro
Silveira e outros,
que se ocuparam da
cultura da
cana-de-açúcar,
dando continuidade à
construção do
povoado.
Em 1771, quando os
índios Puris
atacaram as Minas do
Castelo (atual
município de
Castelo), seus
moradores se
refugiaram na foz do
rio Itapemirim,
fundando, naquele
local, a Freguesia
de Nossa Senhora do
Patrocínio, hoje
Barra do Itapemirim.
Devido às
facilidades de
transporte e à
segurança oferecida
pelo ancoradouro
interno a pequenas
embarcações, a
Freguesia progrediu
rapidamente. Foi,
sem dúvida, o ponto
de partida de toda a
colonização do Sul
do Espírito Santo. O
Porto da Barra do
Itapemirim era a
porta de saída de
produtos da terra e
a entrada dos
primeiros
colonizadores. Pela
Barra do Itapemirim
entraram homens e as
máquinas, o
progresso, a
civilização, a
cultura e a arte.
Pelo porto entraram
os vagões da Estrada
de Ferro e saiu toda
a produção de
açúcar, aguardente e
café, que já em 1852
era superior a cem
mil arrobas, ou
seja, mil e
quinhentas
toneladas.
Em 1991 o Marataízes
se emancipou se
tornando um
município
independente.
Origem do nome
Acredita-se que o
nome “Marataízes”
tem sua origem da
língua tupi-guarani,
com o significado
“água que corre para
o mar”, graças à
grande quantidade de
lagoas que vão ao
encontro de mar.
Mas é comum ouvirmos
diversas lendas
indígenas, como a da
índia Ísis que ao
morrer provocou uma
euforia e tristeza
na tribo, fazendo
com que os demais
índios gritassem a
frase “Mataram Ísis”
e, ainda, a da índia
Taís, que recebera
como presente de seu
pai, chefe da tribo,
a praia que
habitava, daí, “Mar
Taís”.Outra versão é
de que o nome se
origina de uma
função da linguagem
e da religião
utilizada pelos
negros que aqui
habitavam e tinham
como dialeto a
língua “marata”, das
tribos africanas
“bantos”, e que
veneravam a deusa
Ísis, protetora das
famílias. |
Geografia e Economia
A geografia de
Marataízes se
caracteriza por
florestas tropicais
costeiras próximas
ao mar. O município
é banhado pelo
Oceano Atlântico
tendo também porções
de lagoas de água
doce.
Na economia local se
destacam a
agricultura da
plantação de
abacaxi, a pesca
oceânica, e o
turismo que no verão
recebe um grande
número de turistas
muitos deles vindos
de Cachoeiro de
Itapemirim,
sul-capixaba, além
de estados vizinhos,
principalmente Minas
Gerais e Rio de
Janeiro.
No final de 2001 o
mar invadiu a faixa
de areia da praia
central prejudicando
a economia no verão,
se chocando
diretamente com a
Av. Atlântica,
destruindo até
partes do calçadão
de concreto. O
município vem
tentando desde 2002
solucionar o
problema. Devido a
baixa arrecadação do
município e a
concorrência em
turismo com
municípios vizinhos,
projetos eficazes e
verbas relevantes
federal e estadual
demoram sair. No
entanto, no ano de
2008 o Governo
Estadual iniciou uma
grande e ousada obra
para a recuperação
da praia central de
Marataízes. A
recuperação da praia
central de
Marataízes
compreende duas
etapas, a primeira é
recompor o trecho
afetado por erosões
com estruturas de
enrocamento e o
engordamento da
faixa de areia para
devolver a
balneabilidade. A
primeira delas já
foi concluída com a
construção de dois
espigões, um ao
norte e outro ao sul
da praia. E a
segunda etapa
contemplará a
implantação de
estruturas de
enrocamento, com a
construção de três
quebra-mares entre
os dois espigões que
já estão prontos.
Juntas, essas
estruturas irão
conter o processo
erosivo e devolver a
balneabilidade da
praia. No dia 11 de
janeiro de 2009 o
governador em
exercício do
Espírito Santo,
Ricardo Ferraço,
assinou em
solenidade o edital
de concorrência para
contratação de obras
da segunda etapa das
obras de restauração
e proteção da Praia
Central de
Marataízes. Até o
final de 2009 dois
dos 3 quebra-mares
já estarão prontos
segundo o deputado
Theodorico de Assis
Ferraço (DEM) que á
autor de
reivindicação dessas
obras.
|