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Até o inicio do
século passado, toda
região da atual
município de
Marilândia não
passava de florestas
virgens.
Ocorreu no Brasil em
meados do século XIX
um grande fluxo
migratório de várias
origens,
principal,mente a
italiana,
incentivada pelo
Governo Imperial,
para solucionar o
problema gerado pela
falta de mão de obra
na população
cafeeira.
Esses imigrantes
localizaram-se nas
regiões cafeeiras do
Rio de Janeiro,
Minas Gerais, mais
tarde expandindo-se
para o Espírito
Santo e São Paulo.
Segundo essa
expanssão, por volta
de 1925, atraídos
pela fertilidade do
solo de terras ainda
virgens, começaram a
cruzar as então
inóspitas e
indomáveis terras do
Rio Doce. Esses
homens, dotados de
extrema coragem e
inesgotável vontade
de trabalhar
procediam de vários
municípios do sul do
Espírito Santo. Eram
eles: Irmãos Ceolin,
Carlo Franco, Luiz
Forte, Irmão
Lorenzoni, Irmãos
Fregona, João Palma,
Luiz Zago,
Sebastiano Oliana e
outros.
Esses colonizadores
abriram as primeiras
clareiras,
construíram as
primeiras moradias e
iniciaram o plantio
de café.
A medida que mais
famílias iam
chegando, formava-se
um povoado chamado
Liberdade. Mais
tarde, os padres
Salesianos em visita
a este povoado
deram-lhe o nome de
Marilândia, que quer
dizer terra de
Maria, e adotaram
Nossa Senhora
Auxiliadora como
Padroeira.
Iniciava-se então, o
crescimento desse
povoado que teve
como seu primeiro
comércio um
botequinho de secos
e molhados,
instalado em um
barraco de madeira,
à beira das
primeiras moradias.
Em 1929, o pequeno
povoado teve sua
primeira escola e
sua primeira
professora veio de
Acioli. Logo depois
a escola recebe sua
segunda professora
D. Elvira Linhales.
A escola era mais um
barraco, que passou
a ser utilizado
também como capela,
onde foi realizada a
primeira missa pelo
padre Salesiano
Antônio Marssigalia,
iniciando-se assim,
as atividades
sociais.
Sentindo necessidade
de uma ligação com o
povoações visinhas,
os moradores locais
iniciaram a abertura
de uma estrada
ligando Marilândia a
Colatina. Esta
Estrada, inaugurada
em 1932, foi aberta
até o Chapadão, seu
trecho mais difícil,
por estes moradores,
utilizando o
enchadão e daí ate
Colatina concluída
por uma companhia.
Com a nova Estrada,
o transporte que era
feito por animais,
passou a ser
substituído e, em
1934, chegava ao
povoado o primeiro
caminhão de
propriedade de
Alberto Ceolin.
Ainda em 1934, era
feita a derrubada
numa área de meio
alqueire cedida pelo
proprietário Germano
Schuster, para a
construção da 1ª
Igreja de Marilândia
que recebeu o nome
de Nossa Senhora
Auxiliadora, em
homenagem à
Padroeira.
Em 1951, ocorreu a
inauguração do 1º
Grupo Escolar
“Professor Ananias
Netto”, onde
funciona hoje a
Escola de 1º Grau
Escolar “Maria
Izabel Falcheto”, e
em 1952 recebeu a
visita do Governador
Janes dos Santos
Neves, para a
inauguração do 1º
serviço de água de
Marilândia |
Em 02 de fevereiro
de 1955 foi
inaugurado
solenemente o
Pré-Seminário
Diocesano “Imaculado
Coração de Maria”,
destinado a recrutar
vocação sacerdotal.
Sua construção ficou
a cargo do então
Vigário de
Marilândia o Cônego
João Batista
Guilherme Koeltgen.
Foi seu 1º Reitor
Cônego Maurício de
Mattos Pereira.Neste
mesmo prédio passou
a funcionar mais
tarde a Escola
Normal D. Nery e
pouco tempo depois a
Escola de 1º e 2º
Graus “Imaculado
Coração de Maria”,
que teve durante
muitos anos o
vigário cônego
Antônio Volkers, até
1982, quando a
escola passa para a
rede Estadual.
A comunidade ia
crescendo juntamente
com o distrito,
manifestando sempre
o pensamento de uma
emancipação
política.
Algumas tentativas
foram ensaiadas mas
não foram levadas
adiante, por falta
de interesse dos
homens públicos em
tomar a frente e
orientar todo o
processo.
Partiu da própria
comunidade, a
iniciativa de formar
uma comissão
executiva, que
levaria adiante a
idéia, já antiga de
emancipação. Em
agosto de 1979 foi
formada por
representantes
comunitários, a
comissão
pró-desenvolvimento
de Marilândia,
composta dos
seguintes elementos:
Osvaldo Passamani,
Orivaldo Caldara,
Sérgio Falcheto,
Albino Zavariz,
Leandro Lorencini,
Nelson Lorenzoni,
Hélio Falcheto,
Firmo Morozini,
Honório Casali,
Francisco Perim,
Helias Caliman,
Antônio Ely Caldara,
Jovino Caliman e
Cezário Caliman.
Essa mesma comissão
levou à Assembléia
Legislativa, um
abaixo assinado da
população, com 2.419
assinaturas, anexado
a um requerimento
pedindo providências
no sentido de
desmembrar o
distrito de
Marilândia do
Município de
Colatina.
O distrito ainda não
satisfazia algumas
exigências legais,
tais como número de
habitantes e
arrecadação de
receita, por isso a
comissão conseguiu a
adesão do distrito
de Sapucaia que,
somado ao distrito
de Marilândia passou
a atender essas
exigências.
Finalmente, no dia
22 de abril de 1980,
tornou-se real o
sonho que já vinha
desde os tempos
antigos, e através
da aprovação da
consulta popular em
forma de plebiscito,
aconteceu a
emancipação, e
Marilândia passou a
ser município numa
votação onde 2.976
pessoas disseram sim
em contrapartida a
244 que disseram
não, tendo 27 votos
em branco, 26 nulos,
802 abstenções num
total de 4.075
votantes.
No dia 14 de maio de
1980, o então
Governador do
Espírito Santo,
Eurico Rezende
sancionou a Lei nº
3.345 que criou
Marilândia o 55º
Município Capixaba.
A instalação do
Município se deu em
1983, após as
eleições. Dois meses
após a Posse, o novo
prefeito Djacir
Gregório Caversan,
iniciou sua
Administração,
alugando uma casa,
onde funcionou a
Prefeitura durante
os 06 (seis) anos de
mandato.
Recebeu da
Prefeitura Mãe
(Colatina) a quantia
de Cr$ 1.360.000,00
um Caminhão
Basculante e uma
Retro-Escavadeira
usada |