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História
A formação de área
que hoje ocupa o
município de
Mucurici se deu pela
ocupação de terras
férteis de litígio
entre Bahia,
Espírito Santo e
Minas Gerais. Na
época, ainda coberto
pela exuberante Mata
Atlântica, que
acabou sendo
devastada pelo
comércio de Madeiras
de Lei, causando uma
resposta rápida da
mãe natureza: Hoje é
o município de menor
índice de chuva do
estado. O estado da
Bahia enfrentava uma
seca que ocasionou
uma crise econômica.
Muitos baianos e
mineiros, também
atingidos pela seca,
esperavam tempos
melhores nestas
terras. Segundo
moradores, o local
onde ocupa hoje a
praça São Sebastião
já foi cenário de
caçadas de pacas,
tatus, veados e
outras espécies.
Alguns relatam o
surgimento desses
animais nos quintais
de suas casas,
disputando a comida
da criação doméstica
O primeiro morador,
Manoel Pereira Sena,
veio admirado pela
beleza e fartura da
região. Comprou
posse nas
proximidades do Rio
Itaunas. Porém, a
febre malária
atingia a região, e
ele regressou à sua
terra de origem. Um
ano depois, retornou
e vendeu parte das
terras para Baianos
e doou 5 alqueires
para que fosse feito
o "comercinho". Os
moradores da região
tinham que enfrentar
dias de viagem no
lombo de animais,
embrenhando-se em
trilhas nas matas
para chegar à cidade
mais próxima,
Nanuque, para
comprar combustível
para os lampiões e
sal para conservar
as carnes. As casas
eram feitas de adobe
e cobertas de
“tabuinha”, dada a
dificuldade de
trazer materiais de
construção e a
inviabilidade então
de se construir com
matérias primas que
não fossem
provenientes da
região. Devido à
isso, a região ficou
conhecida como "Comercinho
da Tabuinha".
Conceição da Barra,
município ao qual
pertencia
oficialmente as
terras de Mucurici,
era muito cobiçada
por Minas Gerais,
pois significaria
uma oportunidade de
acrescentar uma
saída para o mar ao
território. Sendo
assim o Espiríto
Santos e Minas
brigavam pela
delimitação de suas
terras. Nesse
intervalo de tempo,
deu-se a formação e
emancipação de
Mucurici. O nome
Mucurici foi dado
pelo deputado
Floriano Rubin, e
segundo o dicionário
Aurélio, tem origem
indígena e
significa: MUCURI-
árvore que da fruto
amarelado com a
forma de pêssego e
CI - sombra desta
árvore. Tal árvore
tem madeira nobre e
segundo informações
do Jardim Botânico
do Rio de Janeiro,
tal espécie existia
na região Norte do
Espírito Santo e sul
da Bahia, extinta
devido a devastação
das florestas desta
localidade. Conta-se
também que, na festa
de emancipação da
cidade, foi
convidado um
político de Minas
Gerais. No caminho,
ele atravessou o rio
Mucuri, e
maravilhado com a
beleza, deu à cidade
que acabava de se
formar o nome
Mucurici, MUCURI em
homenagem ao rio e
CI de cidade.
Geografia
O Município de
Mucurici está
localizado na
Microrregião do
Extremo Norte do
Espírito Santo,
ocupando uma área de
535 quilômetros
quadrados, distando
353 km da capital
Vitória.
Apresenta altitude
de 250 metros,
latitude 18° 05'
35"" S e longitude
40° 31' 04"" W.Gr.
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População
A população total é
de 5.955, sendo
3.075 homens e 2.880
mulheres,
distribuídas na área
urbana 3.168 e na
área rural 1.550. A
taxa de urbanização
é de 61,4%. (dados
do IBGE - Censo
2000).
A estrutura etária
divide-se em:
menos de 15 anos:
1.872
15 a 64 anos: 3.656
65 anos e mais: 372
(Fonte: IBGE - Censo
2000)
O número de
eleitores é de 4.944
(Fonte: TRE/2002)Economia
A receita total do
município é de (R$
mil): 4.004,9 e a
percentagem de
participação do PIB
municipal em relação
ao estadual é de
0,14.
Segundo dados do
IBGE, o café é a
principal atividade
agropecuária, sendo
responsável por 52%
da renda gerada no
setor. Além do café,
o município ainda
produz mandioca, com
participação de 27%
da renda do setor e
também mamão,
responsável por 9%
do total.
Setor
Agropecuário
O município possui
topografia plana a
ondulada, permitindo
a mecanização
agrícola e
instalação de
agroindústrias a um
custo mais barato.
Os recursos hídricos
são bem
distribuídos, sendo
banhado por vários
córregos e
nascentes,
permitindo a
irrigação, assim
como a construção de
pequenas barragens
de terra, que
atualmente totalizam
200.
A fertilidade dos
solos é boa, as
estradas vicinais
são patroladas
periodicamente e o
município está
interligado por via
asfáltica,
favorecendo o
escoamento dos
produtos. O clima
permite o plantio de
café, mandioca e
frutas tropicais.
De acordo com a
Incaper local, os
pequenos
estabelecimentos (0
- 50 ha) são maioria
e representam 68% do
total; os de área no
estrato 50 - 100 ha
com 12% e aqueles
com mais de 100 ha,
19% do total.
Pontos de
estrangulamento mais
importantes:
ausência de técnicos
agrícolas para a
assistência gratuita
aos pequenos
produtores rurais;
crédito rural
limitado; êxodo
rural; assoreamento
dos rios e córregos;
nível educacional
muito baixo; uso
indiscriminado de
fogo nas pastagens;
deficiência de
madeira na região;
baixa produtividade
das culturas e
criações;
comercialização
através de
intermediários;
resistência dos
produtores à adoção
de tecnologia;
empobrecimento do
solo. O município
sofre também com o
fenômeno da seca,
principalmente nos
últimos três anos
(2003 - 2004 -
2005).
A principal fonte de
financiamento é o
Pronaf, abrangendo a
cultura do café,
pecuária de leite e
financiamento de
conjuntos de
irrigação. Seus
objetivos são:
viabilizar
empréstimo para
pequenos e médios
proprietários rurais
a juros subsidiados;
gerar empregos;
aumentar o nível de
produção do
município e a renda
familiar; aumentar o
capital de giro dos
estabelecimentos
rurais.
Setor Industrial
Com 09 unidades
instaladas ocupando
formalmente apenas
04 pessoas
(Ministério do
Trabalho 2001), este
setor é embrionário
no município. |